Cuide daquilo que Você Deixa Entrar no Seu Coração

Existe uma coisa que talvez você só perceba depois de algum tempo:

aquilo que você alimenta dentro de si começa, aos poucos, a influenciar a maneira como você vive.

Pensamentos.

Palavras.

Companhias.

Ressentimentos.

Medos.

Mas também esperança, conhecimento, bons conselhos e vontade de aprender.

Por isso, talvez seja importante perguntar:

O que você tem deixado entrar na sua mente todos os dias?

Porque nem tudo merece espaço dentro de você.

Existem conversas que deixam você mais leve.

E existem conversas que parecem sugar sua energia.

Existem pessoas que despertam o melhor que existe em você.

E existem pessoas que fazem você duvidar de si mesma o tempo inteiro.

Existem pensamentos que ajudam você a crescer.

E existem pensamentos que só alimentam medo, culpa e insegurança.

Prestar atenção nisso não é viver se afastando de tudo.

É aprender a escolher.

Você não precisa aceitar toda opinião.

Não precisa participar de toda discussão.

Não precisa responder a toda provocação.

E, principalmente, não precisa carregar dentro de si aquilo que outra pessoa decidiu colocar sobre você.

Às vezes, proteger o coração significa simplesmente aprender a dizer:

“Isso não me faz bem.”

E seguir em frente.

Também significa prestar atenção na direção que você está tomando.

Porque ninguém muda de vida de uma hora para outra.

As grandes mudanças costumam começar com pequenas escolhas repetidas todos os dias.

Uma conversa que você decide não ter.

Uma resposta que escolhe não dar.

Um hábito que resolve abandonar.

Um conhecimento que decide buscar.

Uma pessoa que decide perdoar.

Um limite que finalmente estabelece.

Um caminho que percebe que não quer mais seguir.

É assim que a vida vai mudando.

Pouco a pouco.

Passo por passo.

E talvez você esteja esperando uma grande transformação quando, na verdade, precisa apenas começar a cuidar melhor das pequenas coisas que acontecem dentro de você todos os dias.

Observe seus pensamentos.

Observe suas palavras.

Observe as pessoas que influenciam suas decisões.

Observe aquilo que você consome.

Observe aquilo que você repete para si mesma.

Porque aquilo que você repete muitas vezes pode acabar se tornando uma verdade dentro da sua cabeça, mesmo quando nunca foi verdade na realidade.

Você precisa aprender a questionar até aquilo que pensa sobre você mesma.

“Eu realmente sou incapaz?”

“Ou alguém me fez acreditar nisso?”

“Eu realmente não consigo?”

“Ou simplesmente tenho medo de tentar?”

“Eu realmente preciso aceitar isso?”

“Ou tenho medo de colocar um limite?”

Essas perguntas podem abrir caminhos.

E existe outra coisa que merece atenção:

não permita que experiências ruins transformem você em alguém que você não gostaria de ser.

Se alguém foi desonesto com você, isso não significa que você precise se tornar desonesta.

Se alguém foi cruel, você não precisa carregar essa crueldade.

Se alguém decepcionou você, não significa que todas as pessoas serão iguais.

Você pode aprender com aquilo que viveu sem permitir que aquilo determine quem você será daqui para frente.

Talvez seja isso que significa guardar o coração.

Não é fechar o coração para a vida.

É escolher cuidadosamente o que terá permissão para permanecer dentro dele.

Então, antes de terminar esta leitura, faça uma pequena pausa.

Pergunte a si mesma:

“O que eu preciso deixar de alimentar?”

“Que pensamento já não merece morar na minha cabeça?”

“Que influência preciso diminuir?”

“Que hábito está me levando para longe da pessoa que quero ser?”

E talvez exista uma última pergunta ainda mais importante:

“Que tipo de pessoa estou construindo com as escolhas que faço todos os dias?”

Você não precisa mudar tudo hoje.

Comece por uma coisa.

Escolha um pensamento melhor.

Uma atitude mais consciente.

Uma palavra mais cuidadosa.

Um limite mais saudável.

Um passo na direção certa.

Porque caminhos também são construídos assim.

E, quando você começa a cuidar melhor do que existe dentro de você, começa também a enxergar melhor para onde está indo.

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